Uma casa na praia, um relacionamento, conhecer a Europa, ter um cachorro?
Ok, vai ver nem você sabe. Mas aí é que está. Se você não souber, vai sair andando no escuro atrás de alguma coisa amorfa. Vai gastar tempo, energia, e vai passar a vida de forma medíocre (desculpe a sinceridade) e lá, quando os filhos estiverem crescidos, e você estiver casado (muitas vezes nem lembrando mais porque é que casou) e aposentado (ponderando que agora sim tem estabilidade, tempo, e vai fazer aquilo que quer), vai pensar: e agora, o que era mesmo que eu queria?
Olhando para trás, notarás que o tempo, os amigos, o trabalho, tudo passou e você construiu um castelo de nada. Poderá até ter muito dinheiro, uma família linda, mas e ai? O que foi que você fez por você? Soa hedonista ao extremo, mas já parou pra pensar que se não for você, quem vai correr atrás das suas prioridades?
O que te faz feliz? (é do comercial da TV, eu sei, mas...) E ai?
Sei que a vida não é só feita de felicidade, mas acredito que as pessoas devam ter consciência do que gostam, não gostam, querem ou não querem.
Autoconhecimento é a primeira fase do processo, e ai vem o: como fazer aquilo? Logo em seguida vem a preguiça de mudar o curso do rio, mas é nessa fase que se descobre aqueles que realmente te amam, e estão dispostos a te dar suporte, a te encorajar a seguir quando você quiser desistir. E assim se muda o caminho, se constrói o novo, e se tem muito trabalho (sinceridade é imprescindível).
Mas se tem prazer, paixão ao trabalhar, estudar, produzir, seja lá o que for fazer; se tem alegria em começar mais um dia; sente-se uma vontade latente de fazer mais do mesmo, da mesma maneira, ou de uma nova. Sente-se energia, alegria, felicidade gratuita (não acredito que felicidade dependa única e exclusivamente de dinheiro, mas isso é assunto pra outro post).
Parece PPS de auto-ajuda, mas leu até aqui quem quis... Quem achou relevante se perguntar o que é de fato relevante para si.
24 de fevereiro de 2009
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